Caríssimos amigos e leitores,
Neste post, eu nem quero escrever muito. Acho que o link que indico, por si só, fala por mim: http://deficientealerta.blogspot.com/2010/04/leve-sua-crianca-cega-para-cozinha.html.
Este link traz um belíssimo artigo falando sobre as experiências de crianças cegas na cozinha. Porém, seu conteúdo pode e deve ser maximizado para as experiências de vida.
Fala-se muito da oportunidade de se conhecer algo novo, de se experimentar limites. Sou totalmente de acordo com a iniciação de crianças cegas na cozinha, ao contrário de quase tudo que ouvimos, onde se diz muito do perigo que aquele ambiente representa para estas pessoas. Obviamente que esta inserção não será sem uma orientação inicial, mas ela deve acontecer bem cedo, dando a liberdade para a criança de preparar seus próprios alimentos. Um exemplo que é citado no texto, é a preparação de um simples sandwich. Algo tão trivial para uma criança sem deficiência, mas que é "pintado" como um grande monstro para nós cegos.
Transportando as dicas, as experiências do artigo para a vida, percebemos que o texto que fala de uma parte, a cozinha, retrata fielmente o que acontece na vida como um todo. Falo especificamente de oportunidades, superproteção. De modo geral, somos privados de identificar os nossos limites e, de maneira mais ousada, de tentar superá-los.
A questão dos limites, diferente do que dizem, eu acredito que temos, assim como todos os têm, independente de deficiência ou não. O diferencial aí é que uns são incentivados a detectá-los e a superá-los; outros são protegidos e acabam sem saber o seu verdadeiro limite.
Voltando ao texto, aquele que não sabe se consegue fritar um ovo, provavelmente também não deve saber se consegue ir até seu trabalho sozinho. Então, minha sugestão, para pais, incentivem seus filhos com deficiência, seja visual, física ou intelectual a buscar seus limites e a superá-los; aos companheiros deficientes, que tal testar nossos limites?
Um depoimento pessoal meu: eu sou um apaixonado por café. Contudo, não sou muito fã de café de cafeteira. Pois bem, eu estava só em casa e me bateu uma vontade imensa de tomar um café. Eu nunca tinha feito estes bagulhos, tinha me restrito a esquentar comida, ferver água... Fui eu tentar fazer o meu café. Saiu, naquele dia, uma "porcaria", mas eu já tinha bebido cafés piores e insisti... Hoje, sinceramente, apesar do longo tempo sem fazer, afinal, sou um pouco preguiçoso também, acredito que faço um café bom e algumas outras coisas legais na cozinha!!!
Detalhe importante é que em cada área ou ambiente, os limites de cada um são diferentes. Na cozinha tenho um limite que é diferente de você, deficiente visual que me lê. Por isso, não considere como seu limite, o limite de seu amigo. Seja ousado e tente sempre superar todos os limites que já tenha ouvido, inclusive seus próprios limites. Mas, seja humilde para reconhecer que chegou ao seu limite e peça ajuda para prosseguir. Uma ajuda pode ser o acelerador que precisava para ampliar seus limites!
Grande abraço a todos, afinal, eu cheguei a meu limite de escrever neste post!