Em breve...
Conteúdo que será formado com a inserção dos demais conteúdos relativo a competições. Aguardem!
| I Copa América | ||||
| 01-03/10/1997 - Assunção - Paraguai | ||||
| Brasil | 4 | X | Colômbia | 0 |
| Brasil | 2 | X | Argentina | 1 |
| Brasil | 10 | X | Paraguai | 0 |
| Primeiro lugar | ||||
Foi a minha primeira convocação para a seleção, no primeiro campeonato organizado e reconhecido pela IBSA na América desta modalidade.
Eu tinha 16 anos e iniciei os treinamentos como reserva. No decorrer dos treinos, fui conquistando meu espaço e assumi a titularidade.
Já no campeonato, assumi a braçadeira de capitão, sendo o mais novo capitão da seleção de cegos já visto.
Sobre o campeonato e o futebol daquele time, era tudo muito novo. Ninguém sabia como o outro jogava, poucos se conheciam. Da Argentina, Sílvio Velo era conhecido; Mizael, Mário Sérgio também eram conhecidos pelo Brasil. Já dos demais países, ninguém sabia nada! Mas nossa equipe era bastante superior às demais, o que se provou com os resultados, inclusive contra a Argentina, onde seu placar foi mais apertado, porém o jogo foi estremamente favorável a nós!
Sobre mim especificamente, já falei do meu crescimento e do futebol, joguei bem. Contra a Argentina, estive meio preso no início, tanto que o goal deles foi, em minha opinião, uma falha minha. Mas me redimi com uma atuação firme no restante do jogo.
Pena foi que o regulamento da copa não permitia final, deixando o campeonato com muito pouco jogo.
Ao fim do campeonato, os organizadores do evento concedeu algumas premiações. Eu fui premiado como melhor fixo. Muita alegria para mim!
| Desafio Internacional Brasil e Espanha | ||||
| 13-17/11/2001 - Rio de Janeiro - Brasil | ||||
| Brasil | 0 | X | Espanha | 1 |
| Brasil | 0 | X | Espanha | 1 |
| Brasil | 0 | X | Espanha | 0 |
| Brasil | 1 (*) | X | Espanha | 1 |
| Segundo lugar | ||||
Aquele evento aconteceu em paralelo com o campeonato brasileiro daquele ano. Por este motivo, aquela seleção foi formada com atletas de equipes que não se classificaram para o brasileiro.
Era uma equipe muito fraca. O goleiro era muito inexperiente. A defesa era um pouco melhorzinha, mas o ataque era inoperante.
As maiores chances de goal do Brasil foram criadas por mim, inclusive fazendo o goal (*) do último jogo.
Além daquele goal feito, perdi muitos outros. O fato de eu estar sem treinar durante um bom tempo pode ter sido a justificativa para tantos goals perdidos, pois eu tinha que defender e ir com a bola até o ataque; já chegava sem força e sem equilíbrio.
No entanto, acho que pude mostrar que ainda era importante para seleção, apesar deste longo tempo sem ser convocado.
Acho que vale a pena dizer que não tenho sido convocado por conta da mudança de técnico, além de não ter ido a campeonatos brasileiros com frequência, já que minha equipe não é muito forte.
| III Copa América | ||||
| 04-09/12/2001 - Paulínia - Brasil | ||||
| Brasil | 4 | X | Colômbia | 1 |
| Brasil | 6 | X | Paraguai | 0 |
| Brasil | 1 | X | Argentina | 0 |
| Brasil | 2 | X | Argentina | 0 |
| Primeiro lugar | ||||
A equipe era muito boa. Tinha o João que jogava muito nesta época, o Nilson que estava cheirando a goal; Miza, Sandro, uma galera sensacional!
O título foi até bem fácil para o Brasil, porém a equipe que fazia a facilidade se tornar em resultado positivo.
Eu vinha do desafio com a Espanha e achava que tinha, com minhas atuações, conquistado vaga não só na seleção, mas no time base. Não foi o que aconteceu; entrei muito pouco e realmente não era compatível o técnico e eu.
Mesmo assim, fiquei muito feliz por participar daquele grupo e daquela conquista!
| I Copa IBSA | ||||
| 07-14/11/2002 - Seul - Coréia do Sul | ||||
| Brasil | 0 | X | Coréia do Sul | 0 |
| Brasil | 1 | X | Espanha | 3 |
| Brasil | 7 | X | Japão | 0 |
| Segundo lugar | ||||
Este evento aconteceu durante o campeonato brasileiro, antes do mundial daquele ano. Por este motivo, a seleção foi formada com atletas que não estavam no brasileiro e até o técnico não era o mesmo da seleção primcipal. O técnico para esta participação internacional foi o Prof. Ramon, meu técnico de clube.
Sobre a Coréia do Sul, estava muito frio. A adaptação estava muito difícil; a gente chegou a jogar, no primeiro jogo, com temperatura negativa.
A seleção também não era das melhores. Sem contar o "desentrosamento" que era notório.
No primeiro jogo, fomos vítimas de espionagem esportiva. Os sul-coreanos filmaram nossos treinos, montando um esquema defensivo específico para aquele jogo.
No segundo, fomos roubados contra a Espanha, principalmente quando estávamos a frente no placar.
Já no terceiro jogo, a equipe japonesa que iniciava a prática da modalidade não deu muito trabalho para a desconfigurada seleção brasileira.
Eu, apesar do frio e do piso que era novo para mim, afinal, foi um campeonato disputado em sintético, gostei de minha participação. Só lamento que não tenhamos vencido a Espanha, jogo que estava em nossas mãos se não fosse o juiz português, o tal de Joaquim.
| IV Copa América | ||||
| 02-06/12/2003 - Bogotá - Colômbia | ||||
| Brasil | 2 | X | Colômbia | 1 |
| Brasil | 1 | X | Argentina | 0 |
| Brasil | 0 | X | Paraguai | 2 |
| Brasil | 0 (3) | X | Paraguai | 0 (2) |
| Primeiro lugar | ||||
Foi um campeonato de muita pressão para esta equipe. Era a vaga para os jogos paraolímpicos de Atenas que estava em jogo. Uma única vaga que era disputada entre 3 equipes, já que os argentinos, por serem os atuais campeões mundiais, já estavam classificados. Contudo, em minha opinião, eles fizeram uma força muito grande para tirarmos dos jogos, daí toda pressão.
Para completar, a equipe estava jogando um futebol burocrático. Era o início de um trabalho, a comissão técnica tinha acabado de ser trocada e não tiveram tempo suficiente para criar um estilo próprio de jogo.
Isto podia ser percebido nos resultados; porém, era mais visível no jeito de jogar, estremamente dependente de um único jogador, João Batista, um dos grandes jogadores da modalidade no mundo.
Após a derrota para os paraguaios, a "luz vermelha" foi acesa. A final seria contra os próprios paraguaios, mão argentina na tentativa de nos impedir que fôssemos para Atenas.
Aliado a isso, tinha um paraguaio que era nítida sua visão dentro de quadra, mas como não tínhamos prova de nada, só nos cabia tentar neutralizá-lo.
E a final foi dificílima. O título e a vaga para Atenas foi decidida nos penaltes, 3 a 2 para o Brasil, depois de um empate sem goals.
Eu quase não atuei neste campeonato. Estava voltando à seleção, ainda não tinha a confiança dos técnicos. Contudo, uma das vezes que entrei, pude mostrar o modo certo de marcar o cara que parecia enxergar. Era só esperar ele dá o tapa para o meio e tomar sua frente; se ele chegasse primeiro, era chance real de goal!
| II Copa IBSA | ||||
| 13-19/04/2004 - Buenos Aires - Argentina | ||||
| Brasil | 0 | X | Grécia | 0 |
| Brasil | 1 | X | Espanha | 0 |
| Brasil | 0 | X | Argentina | 0 |
| Brasil | 3 | X | Inglaterra | 1 |
| Brasil | 0 (3) | X | Argentina | 0 (2) |
| Primeiro lugar | ||||
Um campeonato que pode ter sido fundamental para minha permanência na seleção, já que a equipe técnica decidiu por levar uma equipe para ganhar experiência e fazer análises.
Por este motivo, alguns jogadores importantes, como João Batista, Mizael Conrado, Marcos Felipe e mais alguns acabaram não indo. A equipe foi inclusive com poucas perspectivas de conquistas de título.
Mas uma grande atuação minha, de Fábio e de Damião, com importantes goals, foi o suficiente para a conquista do título e, para muitos, a garantia da vaga.
De se assinalar, o empate com a Grécia, totalmente anormal, já que jogamos até bem; a vitória na Espanha, pura luta e correria e os 2 empates com a Argentina, muita raça e personalidade.
A final se definiu nos penaltes e Damião decidiu, fazendo o último goal das cobranças; Fábio mostrou o grande goleiro que é!
| Jogos Paraolímpicos de Atenas | ||||
| 17-28/09/2004 - Atenas - Grécia | ||||
| Brasil | 4 | X | Coréia do Sul | 0 |
| Brasil | 4 | X | França | 0 |
| Brasil | 3 | X | Espanha | 0 |
| Brasil | 2 | X | Argentina | 0 |
| Brasil | 1 | X | Grécia | 0 |
| Brasil | 0 (3) | X | Argentina | 0 (2) |
| Primeiro lugar | ||||
Foi um campeonato sensacional para mim.
Primeiramente, por está em um evento paraolímpico, nos jogos paraolímpicos, aquilo que todos os jogadores com deficiência sonham em alcançar. Depois pela vibração positiva, pela união do grupo, pela vontade que cada um tinha em conquistar aquela medalha!
Por fim, pela incontestável e sensacional participação que fizemos, ganhando a medalha dourada sem tomar goal algum, tendo o melhor ataque, o artilheiro e por termos, mesmo que sem nada oficial, sido a equipe mais disciplinada da competição.
Mesmo que no jogo final contra os argentinos a gente não tenha conseguido vencer no tempo normal, nem na prorrogação, a vitória nos penaltes coroou a grande campanha e só deu um tempero amais para a conquista. Admito que tive medo de perder, afinal, estávamos atrás do placar nas cobranças penais, mas o excelente goleiro Fábio Vasconcelos e o competentíssimo atacante Mizael Conrado, nos garantiram na disputa. E aí, Damião Ramos, companheiro de defesa, foi para a cobrança e carimbou o enfeite dourado em cada um de nossos peitos!
Eu tinha certeza que não merecíamos perder aquele título, seria uma grande injustiça por tudo fizemos até ali.
Eu, em especial, estava voando naquele campeonato. Acho que nunca joguei como lá: chegando sempre antes dos atacantes, desarmando rápido e ligando mais rápido ainda o contrataque, indo nos 2 lados da quadra, sem se cansar um minuto!
Soube, afinal, não lia grego, que um jornal local tinha me indicado como melhor jogador daquele torneio paraolímpico. Não sei se é verdade, acho que nunca devo saber disso. Mas acho que fomos todos melhores, desde o Fábio que deu uma aula de orientações e segurança quando exigido, até a equipe técnica, que foi perfeita em suas mexidas; e aí passo pelo João que foi o artilheiro do campeonato, fazendo mais da metade dos goals brasileiros, pelo Mizael que mudava o jogo ao se posicionar mais centrado, pelo Bill que atacava e defendia com muita raça e eficiência, pelo Marquinhos, Nilson, Damião, Dias, Andreoni e todos aqueles que nos fizeram campeões!
| V Copa América | ||||
| 04-10/09/2005 - São Paulo - Brasil | ||||
| Brasil | 1 | X | Argentina | 0 |
| Brasil | 1 | X | Argentina | 1 |
| Brasil | 0 | X | Argentina | 2 |
| Segundo lugar | ||||
Esta copa américa foi de nível muito fraco. Paraguai e Colômbia desistiram de vir na última hora. Por conta disso, tivemos que jogar 3 vezes com os argentinos, fazendo uma melhor de 3.
O evento aconteceu dentro do programa dos jogos panamericanos para cegos, que foi evento preparatório para os III Jogos Mundiais da IBSA.
No primeiro jogo, conseguimos vencer, apesar de jogar muito mal. Nos demais, a sorte não ajudou e acabamos por perder o último jogo e empatar o segundo.
Era um ano pós-paraolimpíada e a equipe estava bastante cansada. Talvez isso se explique o pouco futebol que jogamos naquele evento.
Eu não fui diferente dos demais jogadores. Mal fisicamente, desconcentrado, pouco treino, joguei bem abaixo daquilo que costumamos mostrar como um bom futebol! Mas era um evento que não valia nada e isto também explica a pouca motivação para o mesmo!
| Copa IBSA América de Futebol de Cegos | ||||
| 23-28/07/2006 - São Paulo - Brasil | ||||
| Brasil | 13 (*) | X | Bolívia | 0 |
| Brasil | 3 | X | Paraguai | 0 |
| Brasil | 4 | X | Chile | 0 |
| Brasil | 11 | X | Bolívia | 0 |
| Brasil | 2 | X | Paraguai | 1 |
| Primeiro lugar | ||||
Foi um torneio que serviu mais aos paraguaios que puderam se classificar para o mundial do que a nós, brasileiros.
Para nós, que já estávamos classificados, o torneio só serviu para testar jogadores e dar oportunidade de jogo para o Brasil.
Para mim, uma coisa bem interessante que aconteceu foi meu primeiro goal (*) com a camisa da seleção em jogos oficiais. Eu já tinha feito um nos amistosos contra a Espanha em 2001, mas em campeonato oficial, era o primeiro!
Algo de chato que aconteceu, também, foi a discussão entre o auxiliar técnico da seleção e eu. Contudo, nada que uma boa conversa em outro momento, sem o calor do jogo, não resolvesse!
| IV Campeonato Mundial de Futebol de Salão de Cegos | ||||
| 22/11-01/12/2006 - Buenos Aires - Argentina | ||||
| Brasil | 5 | X | França | 1 |
| Brasil | 7 | X | Japão | 0 |
| Brasil | 2 | X | Paraguai | 0 |
| Brasil | 3 | X | Espanha | 0 |
| Brasil | 0 | X | Argentina | 1 |
| Segundo lugar | ||||
Iniciamos muito bem o campeonato. Tudo dizia que, pelo futebol que vínhamos jogando e que os outros não jogavam, seríamos campeões.
De fato, o nosso jogo continuou consistente, mas não contamos com a sorte naquele torneio. Já fomos com um jogador a "meia-boca". Dias estava visivelmente fora de condições de jogo. Durante o campeonato, mais especificamente na semi-final contra a Espanha, Damião torceu o tornozelo e ficamos sem referência em frente a área.
Mesmo assim, jogamos para vencer a final. fomos imensamente superior, chutamos bem mais, atacamos muito mais. Perdemos penalte, colocamos bola na trave e, em lance de muita habilidade e sorte de Sílvio Velo, um goal argentino nos tirou o título.
Ainda lutamos muito, estivemos com 4 jogadores no ataque, mas não era nosso dia, era dia deles e tivemos que nos conformar com o vice-campeonato e tê-lo como incentivador para mais treinos e briga por melhores condições de treinamento no ano seguinte.
Eu joguei muito bem. Aliás, a equipe jogou muito bem, apesar do pouco tempo de treino. Mas este não era para ser nosso... E não foi mesmo!
Levamos tudo que deu para levar: artilheiro, melhor goleiro (houve empate e deram para o argentino pelo título), até fairplay deveria ser nosso se não fosse uma manobra que extinguiu o cartão amarelo de Sílvio Velo. Também levamos o de melhor jogador da competição, dado ao jogador Ricardo Alves, de 17 anos. Mas eu trocava tudo isso pelo título, ah, se não trocava!
| Jogos Mundiais da IBSA | ||||
| 28/07-04/08/2007 - São Paulo - Brasil | ||||
| Brasil | 4 | X | Japão | 0 |
| Brasil | 4 | X | Argentina | 0 |
| Brasil | 2 | X | Espanha | 0 |
| Brasil | 2 | X | Argentina | 0 |
| Primeiro lugar | ||||
Foi um torneio de futebol de 5 que aconteceu dentro do programa dos III Jogos Mundiais da IBSA que realizou-se em São Paulo e São Caitano.
Para nós, do futebol, o evento nos serviu de treino final para os jogos parapanamericanos que é o evento mais importante para nós, afinal, era lá que deveríamos buscar a vaga para China!
E o torneio, apesar de teste final, foi muito bom para nós. Jogamos muito bem em todos os jogos, apesar da quadra não ajudar muito. Demos uma sonora goleada nos argentinos, desentalando a derrota do mundial sofrida no ano anterior.
Eu, apesar do medo naquela quadra, consegui jogar bem. Fui firme no desarme e rápido na ligação com o ataque.
Acabou sendo o melhor treino que tivemos!
| Parapanamericano Rio-2007 | ||||
| 12-19/08/2007 - Rio de Janeiro - Brasil | ||||
| Brasil | 7 | X | Chile | 0 |
| Brasil | 4 | X | Colômbia | 0 |
| Brasil | 4 | X | Paraguai | 0 |
| Brasil | 2 | X | Argentina | 0 |
| Brasil | 1 | X | Argentina | 0 |
| Primeiro lugar | ||||
Os III Jogos paranamericanos do Rio foi sensacional. Nossa atuação, a torcida que nos surpreendeu, a boa quadra, a temperatura maravilhosa do mês de agosto no Rio, tudo isso foi coroado com uma incontestável medalha dourada e a vaga para os jogos paraolímpicos de Beijing.
Foi a primeira vez em que o futebol de cegos, o futebol de 5, integrou as modalidades do programa parapanamericano. Com muita alegria, foi no Brasil e tivemos sempre muita torcida, calor e incentivo.
A final, só pela torcida presente, já foi sensacional. Tivemos ainda mais; transmissão ao vivo pela Sport TV, flashes no esporte espetacular da TV Globo, uma mídia que ainda não conhecíamos, mesmo com todas conquistas!
Porém, o melhor de tudo foi a vitória em cima dos argentinos, com um belo goal que foi eleito o goal do fantástico! Sensacional!
Sobre o nosso futebol, estávamos sensacional durante aquele campeonato. O foco era total na conquista da vaga para os jogos paraolímpicos e estávamos decididos em conquistá-la, mesmo que fosse necessário morrermos embaixo de sol qente. Não precisamos disso, pois a temperatura esteve muito boa. Mas tivemos que correr muito, por isso, valeu todo o esforço anterior, durante o treinamento!
Eu fiz um excelente campeonato. Estive no primeiro tempo da final contra a Argentina meio apagado, assim como todo o time, mas corri muito. Depois nos encontramos e buscamos a vitória!
Minha alegria foi ter em todos os jogos familiares e amigos meus me assistindo nas arquibancadas, aquilo me deu uma força muito grande!
| Jogos Paraolímpicos de Beijing | ||||
| 06-17/09/2008 - Beijing - China | ||||
| Brasil | 3 | X | Coréia do Sul | 0 |
| Brasil | 1 | X | Espanha | 0 |
| Brasil | 0 | X | Argentina | 0 |
| Brasil | 4 | X | Inglaterra | 0 |
| Brasil | 1 | X | China | 1 |
| Brasil | 2 | X | China | 1 |
| Primeiro lugar | ||||
Foi minha segunda participação em jogos paraolímpicos. A primeira, em Atenas, eu estava ansioso pela convivência na vila e tudo mais! Já agora, estava totalmente focado no evento, até porque não estava gostando muito de Beijing. Queria, na verdade, era ir embora o mais rápido possível!
Os jogos foram bem mais difíceis do que esperávamos e do que foram em Atenas. Além da quadra não estar muito boa, visto que chovia muito por lá, a equipe também não estava tão bem, tanto técnica quanto fisicamente (isto é minha opinião sobre o evento), que tornou tudo muito mais difícil para nós.
Mesmo assim, jogamos muito superior a quase todas as equipes, com exceção da misteriosa China que surgia como um furacão na modalidade. A um ano atrás, nem se sabia que chineses jogavam futebol de cegos; hoje, eles faziam jogo duro conosco, empatando o primeiro jogo, se classificando em primeiro na fase inicial e saindo na frente na grande final contra nós.
Quando viramos o primeiro tempo perdendo de 1 a 0 para eles na final, imaginei que tínhamos poucas chances de vencer aquele jogo. O nosso ataque não entrava na grande muralha chinesa e eles incomodavam um pouco nossa defesa. Foi quando achamos um goal de falta de Ricardo e, a menos de 30 segundos do fim da partida, achamos o goal da virada em tiro livre de Marcos Felipe.
Foi uma vitória merecida pelo que fizemos no segundo tempo; mas foi muito mais pela raça e persistência deste grupo que soube lidar com um momento adverso e de estrema delicadeza.
Eu, em especial, acho que fiz um bom campeonato. Admito que tive medo de não conquistar a medalha de ouro quando estávamos perdendo o jogo para os chineses, mas não desisti nunca e acho que fui (e fomos) premiados por isso.
Enfim, graças A Deus, bicampeões paraolímpicos!
| VII Copa América | ||||
| 26/11-04/12/2009 - Buenos Aires - Argentina | ||||
| Brasil | 4 | X | Uruguai | 0 |
| Brasil | 12 (**) | X | Peru | 0 |
| Brasil | 2 (*) | X | Paraguai | 3 |
| Brasil | 0 | X | Argentina | 1 |
| Brasil | 0 | X | Colômbia | 0 |
| Brasil | 1 | X | Paraguai | 0 |
| Brasil | 2 | X | Argentina | 0 |
| Primeiro lugar | ||||
Foi um campeonato muito difícil. A equipe não se encontrava, apesar dos resultados iniciais, que não serviam de parâmetro dada a fragilidade dos adversários.
No primeiro jogo contra o Paraguai, aí sim o campeonato iniciou e percebemos que estávamos fora de sintonia.
No jogo seguinte, contra a Argentina, a equipe jogou melhor; mas ainda não era aquela aguerrida e decidida equipe.
Com a classificação garantida, muito mais pela fragilidade das outras equipes do que por nossos méritos, Ramon decidiu descansar alguns jogadores e visualizar outros.
E no jogo contra o Paraguai, o segundo naquele torneio, começava de vez o campeonato. A equipe já jogou muito bem. Mereceu a vitória. Porém, o melhor ainda estava por vir. Foi na final, contra os argentinos que mostramos nosso melhor futebol. Imponente, superior, aguerrido. Não demos chances alguma a eles. Fábio não fez uma defesa, fomos perfeitos no ataque, vencemos como o Brasil vence.
Minha tristeza foi o gol contra que fiz no primeiro jogo contra os paraguaios. Pura falta de sorte, mas o juiz deveria ser meu amigo, pois colocou na súmula como gol do paraguaio; ele nem tocou na bola...
Fiz também 3 (***) gols neste campeonato. 2 contra os peruanos e um contra os paraguaios.
Formado por conteúdos das páginas deste livro! Aguardem!
| Regional de Futebol de Cegos | ||||
| 07-10/09/2006 - Rio de Janeiro - RJ | ||||
| CEIBC | 6 | X | ADEVIG | 0 |
| CEIBC | 3 | X | ADEVIBEL | 1 |
| CEIBC | 8 | X | CEIBC B | 0 |
| CEIBC | 2 | X | ADEVIBEL | 1 |
| Primeiro lugar | ||||
Participei muito bem deste campeonato. Fui firme na defesa, liguei rápido contrataques, liderei a equipe para um excelente título.
O campeonato aconteceu na quadra do IBC, onde eu gostaria de ter feito este grande campeonato que fiz. A meu ver, só me faltou um goalzinho, mas foi o de menos!
| Copa Brasil de Futebol de Cegos | ||||
| 02-08/10/2006 - São Paulo - SP | ||||
| CEIBC | 1 | X | UNICEP | 0 |
| CEIBC | 1 | X | ADVC | 0 |
| CEIBC | 2 | X | ACERGS | 3 |
| CEIBC | 1 (*) | X | ADEVIBEL | 0 |
| CEIBC | 0 | X | APACE | 1 |
| CEIBC | 0 | X | ACERGS | 0 |
| Quarto lugar | ||||
Foi o primeiro campeonato brasileiro realizado em grama sintética, que para complicar mais ainda, com muita chuva. Para que tenham ideia, em nosso terceiro jogo, o último goal da ACERGS, a bola parou na água e, para nosso desmerecimento, os caras acharam primeiro, de frente para o gol, a menos de 5 metros da linha final!
Mas a equipe até jogou bem. Quase chegamos lá, se na semi-final não tivéssemos sido tão sem sorte, afinal, jogamos muito mais que a APACE e merecíamos ter vencido!
Perdemos a disputa de terceiro lugar nos penaltes, algo até esperado, afinal, só Mizael Conrado e Rogério Alexandre batiam bem em nosso time!
Eu fiz um goal, contra a ADEVIBEL, nas quartas de final (*). Joguei bem aquele campeonato, apesar de está treinando em quadra, aliás, como quase todos ali!
| Copa Brasil de Futebol de Cegos | ||||
| 09-15/12/2007 - Campina Grande - PB | ||||
| CEIBC | 3 | X | CDMAC | 0 |
| CEIBC | 5 | X | CAP-BA | 1 |
| CEIBC | 0 | X | UNICEP | 0 |
| CEIBC | 1 | X | APACE | 2 |
| CEIBC | 3 | X | ICB | 1 |
| CEIBC | 2 | X | APACE | 0 |
| Primeiro lugar | ||||
Este campeonato foi inicialmente estranho. Primeiro, por ter sido realizado no nordeste, local não muito comum, mas que eu adorei; depois por não termos iniciado bem o campeonato, achei que não ganharíamos o título, até pelo sol muito quente que castigava a quadra.
Uma pessoa em especial estava bastante feliz. Era o nosso goleiro Fábio, que foi campeão em sua cidade...
Eu joguei bem. Estava bem preparado, apesar do sol, corri muito e pude, ao meu jeito e dentro daquilo que sei fazer bem, ajudar naquele título.
Foi o meu primeiro título nacional. Eu nunca fui um papa-títulos; gosto, mas não faço tudo por um. Também não entro em quadra para perder, não é meu jeito. Mas sempre, e digo sempre mesmo, preferi ficar com minha equipe, com aqueles que nasci no esporte, mesmo que a gente ganhe ou perca...
Mas por este motivo, fiquei bem feliz por este título, era um prêmio, não para mim, e sim, para eles.
Uma observação cabe aqui... Com a camisa da seleção, eu me transformo e faço sim tudo por um título, pela vitória, porém, sempre seguindo as regras de ética esportiva e camaradagem que tem que existir entre atletas, em especial, com deficiência.
| Copa Brasil de Futebol de Cegos | ||||
| 02-09/11/2008 - Niterói - RJ | ||||
| CEIBC | 2 (**) | X | AMC | 1 |
| CEIBC | 3 | X | APADV | 0 |
| CEIBC | 5 | X | ADEVEGO | 0 |
| CEIBC | 1 (*) | X | ADEVIBEL | 0 |
| CEIBC | 4 | X | ACERGS | 0 |
| CEIBC | 0 | X | CAP-BA | 0 |
| CEIBC | 1 | X | ICB | 0 |
| CEIBC | 5 | X | ACERGS | 2 |
| Primeiro lugar | ||||
Foi, para mim, um excelente campeonato. Não só pelo título, ao meu ver, justíssimo; mas pela série de excelentes partidas que toda equipe fez, em especial, eu fui muito bem em todas que atuei!
Além dos 3 goals que fiz (2 contra a AMC, no primeiro jogo e 1 contra a ADEVIBEL, no quarto jogo), fui, junto com todo o sistema defensivo, quase perfeito.
Sobre os goals, contra a AMC, foram essenciais para a busca do título, afinal, saímos perdendo e fiz os goals aos 18 e 23 do segundo tempo. Virada sensacional e que nos deu muita energia. Já contra a ADEVIBEL, fiz o goal único da partida, em um jogo onde nosso ataque voltou a não funcionar, como já tinha acontecido diante da AMC.
Defensivamente, acho que brilhei bastante. Porém, em especial, o brilho foi mais forte quando enfrentei, em marcação individual, Ricardo, da ACERGS, o melhor jogador do mundo. Ele estava jogando muito e foi bastante difícil para mim. Mas adoro este tipo de marcação e, ficando sempre a menos de 1 metro dele, tudo deu certo, menos no último goal deles, no segundo jogo, o da final. Ele estava um pouco distante e conseguiu imprimir grande velocidade. Alcancei ainda perto da área e toquei na bola, caindo em seguida. Mas a bola sobrou no pé dele e fez um belo goal, por cobertura, deixando nosso goleiro sentado! Mas acho que todo o esquema defensivo e eu funcionamos muito bem, afinal, enfrentamos a ACERGS por duas vezes, tivemos êxito no esquema por duas vezes, no mesmo campeonato, isto é difícil!
De muitos que acompanhavam o campeonato, jogadores, espectadores, recebi o voto de qe o melhor jogador do campeonato, o craque teria sido eu... Mas, a defensor nunca é dado isso! De qualquer modo, este título foi dado a Ricardo, o dono da bola e com quem fica muito bem entregue!
Um detalhe amais sobre mim e este campeonato, foi que quase não treinei para ele. me solicitaram ajudar na organização deste e do goalball; por conta disso, só fiz um treino! Ou seja, tudo que joguei ainda era fruto do grande trabalho feito para os jogos paraolímpicos.
| Copa Brasil de Futebol de Cegos | ||||
| 24-30/08/2009 - Ilha Solteira - SP | ||||
| CEIBC | 2 | X | ADEVIBEL | 0 |
| CEIBC | 5 | X | UEC | 2 |
| CEIBC | 3 | X | APADV | 0 |
| CEIBC | 1 | X | APACE | 0 |
| CEIBC | 3 | X | ADEVIPAR | 1 |
| CEIBC | 0 | X | ICB | 3 |
| Segundo lugar | ||||
Foi um campeonato bastante interessante para mim. Meus treinamentos foram bem pouco; iniciei notoriamente sem ritmo de jogo e até meio desligado. Contudo, algo que me é muito peculiar, é o crescimento durante um evento. E foi o que aconteceu neste campeonato. Cresci bastante e pude chegar em condições muito melhores na final. Infelizmente, nossa equipe deu uma pane e fez um jogo muito apagado, onde não demos um único chute descente em gol. Porém, isso não tira os méritos da equipe campeã, visto que fez um campeonato muito mais consistente que nós.
Caso chato na final também, apesar de o fato não influenciar no resultado, já que tudo aconteceu depois dos números finais, tivemos nosso goleiro e o atacante expulsos de uma única vez, onde jogamos somente com 2 atletas na linha.
De qualquer modo, foi sim um bom campeonato, onde eu pude mostrar que mesmo fora de condições físicas ideais, consigo render razoavelmente.
| Regional de Futebol de Cegos | ||||
| 29/04-02/05/2010 - Niterói - RJ | ||||
| CEIBC | 2 (*) | X | ADVC | 0 |
| CEIBC | 2 | X | UNICEP | 0 |
| CEIBC | 1 | X | ADEVIBEL | 0 |
| CEIBC | 2 (*) | X | URECE | 0 |
| Primeiro lugar | ||||
Foi um bom campeonato. Com alguns novos valores, as equipes estiveram bastante desconfiguradas. Nossa equipe, o CEIBC, também estava sem alguns atletas, mas tinha toda sua base.
Acredito que tanto para mim, quanto para o CEIBC, este campeonato serviu como termômetro para os grandes jogos do brasileiro. Ao meu ver, nos comportamos bem, em especial, defensivamente.
Eu também estava precisando de ritmo de jogo, importante para os grandes desafios da seleção.
Fiz 2 gols; 1 no primeiro jogo e outro, abrindo a vitória na final.