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Nos anos 80, a Superintendência de Desportos do Rio de Janeiro (SUDERJ) iniciou um programa da reabilitação com o remo, que foi batizado de “Remo Adaptado”. Pessoas com deficiência física (lesão medular, pólio e paralisia cerebral), mental e deficientes auditivos se beneficiaram do programa.  Além da reabilitação e lazer, o objetivo era melhorar a qualidade de vida, por meio da inserção social e dos benefícios à saúde, ambos oriundos da prática esportiva. Tudo isso, porque o remo permite a inserção de atletas, com vários tipos de deficiência e até sem deficiência, em torno de um objetivo, o esporte. Este projeto seguiu até o início dos anos 90 e foi o primeiro passo na direção da criação do remo adaptado no país.

O remo é tradicional no Brasil. Foi através das equipes de remo que surgiram grandes clubes, como Vasco da Gama, Flamengo, Botafogo. E desde aquela ação, a modalidade começou a produzir novos apaixonados integrantes.

Em 2001, a Federação Internacional de Remo (FISA) solicitou, formalmente, ao Comitê Paraolímpico Internacional (CPI), a inclusão do remo nos Jogos Paraolímpicos de 2008. Antes porém era preciso realizar dois campeonatos mundiais de remo adaptável, até 2005, e conseguir a participação de 24 nações em eventos adaptáveis no campeonato mundial de 2004.

No Campeonato Mundial de Remo de 2002, sete tripulações de diferentes nações competiram. Ainda em 2002 foi assinado o Protocolo de Remo Adaptável de Sevilha, onde a FISA e 36 de suas filiadas (Federações Nacionais, inclusive o Brasil) se comprometeram a desenvolver oportunidades para atletas com deficiência poderem remar e a inscrever tripulações formadas por atletas com deficiência no Mundial de 2004. Pelo menos mais seis Federações Nacionais assinaram o Protocolo, desde aquela data. Com este novo panorama mundial, em julho de 2005 a CBR reativou seu Departamento de Remo Adaptável. Contudo, em cidades como Rio de Janeiro, Salvador, Santos e Brasília, grupos de deficientes já reiniciaram a prática da modalidade desde 2003.

O remo estreiou nos jogos paraolímpicos em 2008, na China. O termo "adaptado" quer dizer que o equipamento é modificado para a prática do esporte e não propriamente "adaptado" a cada atleta. A Federação Internacional de Remo (FISA) é o órgão máximo do Remo mundial e no Brasil, a Confederação Brasileira de Remo - CBR, é quem desenvolve a modalidade.

As corridas são realizadas num percurso de 1000 metros para todas as quatro classes.

São quatro categorias de competição: Single Skiff Masculino, Single Skiff Feminino, Doublé Skiff Misto Quatro Com Misto. Cada uma delas pode ser composta por atletas com diferentes tipos de deficiências que são classificados de acordo com a capacidade funcional empregada:

 

  • A – Grupamento funcional utilizado: braço.
  • TA – Grupamento funcional utilizado: tronco e braço.
  • LTA - Grupamento funcional utilizado: perna, tronco e braço.

 

Fonte:

CPB - www.cpb.org.br

URECE - www.urece.org.br

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