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No início da década de 80, a Vela Paraolímpica começou a ser praticada em países da Europa. Mais foi somente em 1996, em Atlanta, que a vela participou da primeira edição dos jogos paraolímpicos, mas como apresentação. Somente em Sydney, em 2000, que a vela participou como integrante do programa oficial dos jogos.

No Brasil, a vela teve início em 1999 com o Projeto Água-Viva, desenvolvido a partir de uma parceria entre a Classe de Vela Day Sailer, o Clube Paradesportivo Superação e o Clube Municipal de Iatismo em São Paulo. Pouco tempo depois, o CPB encampa a idéia.

No final de 2003, chegaram ao Brasil os primeiros barcos da classe 2.4mR. a estréia das embarcações aconteceu nos Jogos Paraolímpicos do Brasil, disputados em São Paulo, em maio de 2004.

Os velejadores paraolímpicos brasileiros treinam em dois tipos de barcos: o 2.4mR, oficial das Paraolimpíadas, e o Day Sailer, barco de 5 metros sem quilha, que não é oficial, mas que pelo seu baixo valor está sendo utilizado como alternativa provisória ao Sonar, o barco de equipes oficial.

A Vela paraolímpica segue as regras da Federação Internacional de Iatismo (ISAF) com algumas adaptações feitas pela Federação Internacional de Iatismo para Deficientes (IFDS).

Dois tipos de barco são utilizados nas competições internacionais. Os barcos da classe 2.4mR são tripulados por um único atleta, pesam 260 quilos e possuem 4,1m de comprimento. Os barcos da classe sonar são tripulados por uma equipe de três pessoas, que deve ser classificada em função dos tipos de deficiência, que varia de 1 a 7, podendo ter a somatória de 12 por barco. Esses barcos são maiores pesando cerca de 900Kg e medindo cerca de 7m. Tanto o 2.4mR como o Sonar são barcos de quilha, uma peça de metal situada abaixo do casco do barco que impede que ele vire, trazendo segurança para a modalidade, essencial para a prática por pessoas com deficiência.

Podem participar da vela adaptada, pessoas com deficiência visual ou motora.

As competições são chamadas de regatas, e os percursos são sinalizados com bóias. Duas rotas devem ser percorridas pelos velejadores. A sinalização dos trajetos é alterada de acordo com as condições climáticas do dia. Caso a direção e a força do vento se alterem, as bóias são reposicionadas. A organização de cada torneio tem um barco com pessoas responsáveis por monitorar as condições do vento e alterar a colocação da sinalização do percurso.

Em ambos os tipos de embarcações, as competições consistem em uma série de nove disputas em separado. Ganha cada prova quem percorrer o trajeto em menor tempo. O vencedor conquista um ponto, o segundo fica com dois e assim por diante. Ao final das nove disputas, o pior resultado é descartado e quem tiver a menor soma de pontos é declarado campeão.

Na classe de barcos SKUD-18, os velejadores são classificados como TPA ou TPB. São TPA quando eles são adjudicados em um ponto pela classificação funcional, ou quando completando mais de um ponto, têm a pontuação funcional do membro superior em 80 pontos ou menos na combinação de ambos os braços, juntamente com uma perda de 30 pontos no melhor braço. 

Os velejadores são classificados como TPB quando eles têm ao menos uma deficiência mínima que os torna eligíveis para velejar. Pelo menos um dos velejadores precisa ser mulher. Para a classe de barcos 2.4mR os velejadores apenas precisam possuir uma deficiência mínima.

 

 Fonte:

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