INTERCÂMBIO INTERNACIONAL DE FUTEBOL DE 5 EM EL SALVADOR

Caros amigos,

 

A seleção foi convidada para realizar um intercâmbio internacional no país centro-americano de El Salvador. O técnico da seleção me convidou e estivemos lá, junto com outros atletas da seleção, entre os dias 24 e 28 últimos.

Primeiramente, queria falar sobre o que fizemos lá: nossa participação foi eventoinfo-icon integrante de uma conferência sobre discriminação da OEA que aconteceu naquele país. Fizemos um jogo apresentação, seguindo todas as regras da modalidade, com a iniciante seleção do país centro-americano. O placar, 6 a 0, pouco importou para eles; e nem para nós, acho que o mais interessante foi ver o estádio cheio, segundo os jornais locais, aproximadamente 1000 pessoas.

Depois, ainda fizemos outro jogo contra a seleção de el Salvador, em uma cidade do interior. O placar de 8 a 0, também pouco importante para nós, mostrou o quanto eles gostam do futebol e que queriam aprender muito.

Sobre a seleção local, eram bem iniciantes. Os resultados foram verdadeiramente mascarados pela pouca objetividade que jogamos, pois gostaríamos de mostrar a eles muito mais que gols: que o jogo pode ser bonito, de toques, de lances bonitos. Por isso, rodamos a bola bem mais que o normal, nem de longe para humilhar ninguém, mas sim, para apresentá-los o verdadeiro futebol, o futebol que pode e deve acontecer.

Sobre o país, as pessoas são bastante interessadas, afetuosas. Contudo, o país é bem pobre, a situação das pessoas cegas lá é muito ruim (melhorando a partir da chegada do atual governo). Mas muito precisa ainda ser feito, tanto na educação, quanto nas oportunidades de emprego, no tocante à acessibilidadeinfo-icon, à inclusãoinfo-icon social, à conquista dos direitos.

A organização do evento foi sensacional. Eu me sentia uma celebridade, afinal, sempre estávamos acompanhados de escoltas, mas era mais pela insegurança do país! Contudo, nada pudemos perceber que realmente justificasse todo aquele sistema de segurança!

Além dos jogos, estive em uma faculdade pública da capital, São Salvador, onde pude falar sobre o desporto e sobre minha vida aqui no Brasil.

Acho que conseguimos atender o objetivo: apresentar o futebol aos cegos de El Salvador, ao povo de El Salvador.

Um outro detalhe interessante, é que a primeira dama do país era uma brasileira, que fez a abertura do nosso jogo. Bastante simpática, aliás, como a maioria de nós, brasileiros!

 

É isso, amigos, um grande abraço,